FANFIC QUIZÁ - CAPITULO 03

Quizá

QUIZÁ - DIANA NEVES


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Drama, Hentai, Romance, Songfic
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo

Olá gostaria de agradecer a Geany e a Reeh Cullen Black pelas recomendações.. É gratificante receber a confiança de vocês com a fic ainda no início... Muito obrigada

E a todos que perguntam, a musica tema da fic é do grupo mexicano RBD.


Estavam sentados à mesa da grande cozinha, tomando café e comendo biscoitinhos amanteigados.
– Bella, você sabe o quanto eu amo esses biscoitos que você faz. – Edward gemeu em deleite ao morder o primeiro pedaço do biscoitinho que a esposa sempre fez pra ele, desde a época dos namorados. Uma das regras na casa deles era sempre haver biscoitinho amanteigados feitos por Bella em algum pote.
– Pode comer... Amanhã devo fazer mais alguns, já que vou ficar sozinha em casa. Vou aproveitar e mudar alguns móveis de lugar. Vou dar uma olhada nas roupas das crianças e separar algumas mais antigas pra doar na igreja, eles entregam pra famílias carentes. – ela comentou. – Acho que vou fazer alguma massa também, além dos biscoitos. – ela falava e Edward percebeu seu nervosismo.
– Por que fazer tantas coisas em um dia só? As empregadas não virão amanhã? – ele perguntou confuso.
– Elas só trabalham durante a semana. – Isabella confessou e viu o ex-marido bufar. – Eu gosto de cuidar da minha casa, Edward. Sempre gostei. Gosto de cozinhar pra família, gosto de mudar os móveis de lugar toda semana. – ele sorriu ao lembrar da mania engraçada dela de sempre mudar tudo de lugar. – Gosto de estar ativa. Durante a semana eu ainda as mantenho porque eu vou para o curso de paisagismo enquanto as crianças estão na escola e a tarde eu sempre os acompanho nas atividades que fazem. Mas no fim de semana, gosto da casa sendo somente minha. – ela disse firme.
– É incrível. Você é esposa de um empresário, tem uma vida muito confortável, mas é mais comum te ver com um avental limpando a casa, do que em um vestido caro fazendo compras num shopping. – ele comentou admirado.
– Ex... Eu sou ex-esposa de um empresário. – ela corrigiu num tom de voz baixo, e Edward comprimiu os lábios, pois queria gritar que ela era sua esposa, e que seria pra sempre. Ele odiava escutar alguém falar que ela era sua ex-esposa, ainda mais isso vindo da boca dela. – E essa coisa de shopping e vestido caro, eu até gosto de comprar umas roupinhas bonitinhas pra mim, pras crianças, mas não faço disso uma coisa grande em minha vida. – ela disse meiga. – Eu gosto de coisas simples, eu sou simples, você sabe. Até hoje, ainda é difícil me adaptar a essa vida luxuosa que você me deu. – ela respirou fundo e uma tristeza tomou conta de seu semblante. – Talvez isso tenha acabado com nosso casamento.
Edward fechou os olhos com força. Ela havia tocado na ferida, e ainda ardia muito. Nunca cicatrizaria essa ferida, não se ela não voltasse pra ele.
Ele ficou sem palavras. O que diria? Ela tinha razão. O casamento afundou porque ele se deixou levar pelos atrativos do dinheiro e das aparências, enquanto ela continuava aquela mulher simples e batalhadora que sempre foi, desde a época em que tinham o dinheiro contado para passar o mês.
Instalou-se um clima pesado no ambiente e Bella logo pegou sua xícara e se levantou, indo até a pia para lavá-la.
Edward continuava sentado à mesa, encarando Bella que estava de costas pra ele.
Ele deu uma boa analisada. Ela ainda continuava linda.
Usava seus famosos shortinhos coloridos, uma fina regata branca, os cabelos soltos e descalça. Uma imagem linda. Uma mulher que não tinha fixação em tentar ser sedutora, ela era por natureza. Não precisava de artifícios. Era maravilhosa em suas roupas simples. Uma mulher rica e que gostava de andar descalça pela casa.
Edward sorriu do seu jeito moleca de ser. Mesmo aos 30 anos, Bella parecia uma menininha. O corpo magro por natureza, a baixa estatura, os cabelos lisos com alguns cachos nas pontas, e mesmo sendo mãe de três filhos, estava com tudo em cima.
Claro que após o parto do segundo e do terceiro filho, quando já tinham mais condições, Bella começou a fazer pilates, algumas idas a clínicas de estética para cuidar da pele, e comprou aparelhos de ginástica de alta qualidade para voltar à forma e se manter.
Mas nada disso faria efeito se ela não tivesse o espírito jovem. A aura de menina, o sorriso fácil e doce. A alegria e amor em cada coisinha que fazia, por mínima que fosse.
– Eu vou preparar o quarto de hóspedes pra você. – Bella comentou, ainda de costas, quebrando o fluxo de pensamentos de Edward.
– Hum... ér... Não precisa, eu sei onde fica tudo. – ele disse um pouco ríspido, mas logo se arrependeu. Não queria ser grosseiro com Bella, entretanto a ideia de dormir no quarto de hóspedes, na casa onde ele fazia amor com a esposa todas as noites no quarto em que dividiam, era dolorosa. – Ainda fica tudo no mesmo lugar, não é? – ele sorriu pra se redimir do tom rude e Bella viajou naquele sorriso torto que era a marca dele. O sorriso torto que a conquistava todos os dias.
– Sim... Tudo continua da mesma forma. – ela respondeu com o olhar preso no rosto do ex-marido que já se levantava e caminhava pra perto dela, parando a alguns centímetros do seu corpo.
– Tudo mesmo? – ele perguntou rouco e encarou seus olhos. – Tudo continua da mesma forma desde quando eu saí? – ela sentiu sua respiração acelerar diante dos múltiplos sentidos da pergunta de Edward.
Ele sentia o coração chutar rudemente o peito. Estava perto demais dela e não sabia se aguentaria. Três meses sem tocá-la. Três meses apenas se satisfazendo no banho, quando lembrava de cada aventura sexual que já realizou com a ex-esposa. Ele estava explodindo de tesão, e qualquer contato poderia sair faísca.
– Sim, tá tudo dentro do closet, mas qualquer coisa é só me chamar que eu pego pra você. – ela disse rapidamente e saiu de perto dele, indo até a mesa e pegando a xícara que ele usou, e voltando até a pia novamente para lavá-la. Precisava fazer algo pra se distrair, senão sua distração seria aquele homem de um metro e oitenta e cinco de altura, cabelos cobre, olhos verdes profundos e que a atraía de uma forma inexplicável.
– Tudo bem. Vou espera-la pra subirmos. – ele disse gentilmente ao perceber que ela estava fingindo que não havia rolado clima algum entre eles.
Ele merecia, sabia disso.
Tinha a melhor mulher do mundo ao seu lado e não soube valorizar. Pelo menos não nos últimos anos.
Nunca foi infiel, aliás, isso nunca passou por sua cabeça e ele nem conseguiria. Era um louco apaixonado pela mulher e duvidava que sentiria tesão por outra mulher além dela.
Nunca foi agressivo, ele até abominava homens desse tipo.
Sempre foi um bom pai.
Sempre foi um homem que mandava flores, que fazia surpresas românticas para a esposa, do mesmo modo que também fazia surpresinhas sexuais, que aliás, eram as preferidas dele.
Mas num determinado momento de suas vidas, eles não eram mais compatíveis.
Edward se deixou levar pelo mundo do dinheiro, e queria sua esposa bem arrumada e disponível ao seu lado. Queria que ela se misturasse com as esposas de seus amigos e parceiros empresários e ficava irritado a cada vez que ela se negava a ir a algum evento e ele acabava indo com Tânya. Fato que fez as brigas triplicarem dentro do casamento.
Espantou esses pensamentos de sua mente e ficou aguardando Bella, que ficou alguns minutos mexendo em alguma coisa ou outra na cozinha, apenas protelando o momento de subir para os quartos ao lado dele.
Ela apagou as luzes quando decidiu subir e ele a esperava na escada.
– Ativou o alarme? – ele perguntou preocupado.
– Sim, ativei. Não se preocupe. – ele assentiu. Sabia que com o alarme, que ele mesmo desenvolveu, ativado, a casa estava toda trancada. Uma lógica que ele programou na placa eletrônica do controlador para que nunca houvesse o risco de a casa ficar com alguma porta ou janela destrancada.
Eles subiram em silêncio e quando Bella parou em frente a porta do quarto dela, até pouco tempo atrás, quarto deles, ela não sabia o que fazer ou falar.
– Tente descansar, Bella. Foi uma noite agitada. – Edward decidiu quebrar o silêncio.
– Sim, vou descansar. Mas amanhã acordo cedo pra arrumar as crianças pra você levar, não se preocupe. – ela garantiu e ele teve que respirar fundo pra impedir a careta de descontentamento por ouvi-la falar assim.
Ele queria sim ficar com os filhos. Mas queria ficar com os filhos e com ela. Como sempre foi ao longo dos anos.
Droga, estava cada vez mais difícil lidar com aquela separação.
– Não precisa acordar cedo. Eu mesmo, provavelmente irei acordar tarde, estou exausto e há muito tempo não venho dormindo bem. – ela franziu o cenho ao ouvir suas palavras.
– Não tem se sentido bem, Edward? Perder sono não é normal. Você tem ido ao médico? Você é tão teimoso pra essas coisas. Sempre teve mania de achar que é super herói e não fica doente. Vou marcar uma consulta com o Dr. Volturi na segunda-feira mesmo. – ela disse atropelando as palavras. Sempre ficava nervosa quando Edward negligenciava sua saúde. Parecia um bebezão louco pra ser mimado. Mas era seu bebezão, que ela amava mimar. Logo se deu conta de tudo que disse e corou ao ver o sorriso torto nos lábios dele. – Ér... Quer dizer, desculpe, força do hábito. – ela respirou fundo e o sorriso de Edward morreu na hora. – Você deveria ir ao médico periodicamente. É importante cuidar da saúde.
– A minha saúde está ótima. – ele garantiu. – Os motivos pelas minhas noites mal dormidas são outros... Eu preferia que fosse saúde. – a última frase ele falou baixo demais para Bella entender. – Há três meses não durmo bem. Ainda não me acostumei a dormir sozinho novamente. – ele deu um sorriso amargo.
– Aquela casa é enorme. – Bella comentou sobre a casa que tanto gerou discussão entre eles. A casa que Edward sempre sonhou que eles morassem, mas que não tinha aspectos e nem estruturas para ser um lar para as crianças. Parecia mais um castelo de tecnologia. – Tânya não fica lá com você? – Bella deixou seu lado ciumento falar mais alto ao fazer essa pergunta e viu os olhos de Edward se arregalando. Ela sabia que eles não tinham nada, bem, pelo menos até o fim do casamento, ela sabia disso. Mas o ciúme a corroía, essa era a verdade.
– Bella, eu e Tânya não temos e nem nunca tivemos... – antes que ele completasse que nunca teve nada com Tânya, Isabella o cortou.
– Não precisa me responder isso, foi uma pergunta idiota. Nos separamos e eu não tenho o direito de me intrometer na sua vida. – ela abriu a porta do quarto. – Boa noite, Edward. Espero que essa noite você consiga dormir.
Ela entrou rapidamente no quarto e se jogou na cama, com lágrimas logo descendo por seu rosto.
Burra! Estúpida!
Tinha que deixar seu ciúme transparecer? Nem parecia uma mulher adulta.
Confiava a vida a Edward e sabia que enquanto estiveram juntos, ele jamais olhou pra mulher alguma. Mas ela bem sabia que Tânya sempre esteve ao lado dele, como amiga, porém tentando destruir o casamento que já estava fragilizado.
Tantas vezes ela se oferecia pra acompanha-lo a eventos e sempre deixava escapar comentários que ela tinha uma boa postura pra ser esposa de empresário. Fazia comentários do quão simples Bella era e que deveria ser difícil pra Edward ter uma esposa que não acompanhasse seu padrão perante a sociedade.
Tânya não era uma pessoa ruim. Era apenas a mulher que era apaixonada por seu marido e usou as munições que lhe foram cedidas para ajudar a afundar aquele casamento.
Bella rapidamente dormiu, perdida em suas lágrimas e tristeza.
Enquanto isso, Edward rolava na confortável cama do quarto de hóspedes.
Estava na casa que queria, mas não era o quarto que ele queria. A cama era a errada, e com certeza não era o travesseiro que ele queria estar abraçando.
Praguejou mentalmente quando lembrou do comentário de Bella sobre Tânya.
Tânya era uma boa parceira de negócios e amiga, todavia era apenas isso. Não era novidade pra ele os sentimentos que ela nutria, mas ele nunca deu esperanças.
Entretanto, sempre que Bella não ia a eventos ao lado dele, Tânya estava acompanhando-o. Na época ele não via mal nisso, afinal tinham uma aliança comercial. Mas hoje, depois do divórcio, ele viu como isso serviu pra afundar seu casamento que já estava na corda bamba.
A presença constante de Tânya ao seu lado, com certeza, acuou Bella e a fez ficar mais introspectiva em relação aos compromissos sociais.
Chegou a ouvir alguns comentários maldosos sobre a relação entre ele e a loira, mas logo fez questão de deixar claro que era só amizade, pois amava muito a esposa.
Por que só depois que erramos, é que percebemos que poderíamos ter feito diferente?
Ele errou por impor à esposa que se tornasse uma esposa padrão de empresário, esquecendo a sua essência simples e modesta.
Pensando agora, essa foi a maior incompatibilidade que destruiu a união de tantos anos.
Virou-se de lado na cama e se deixou levar em pensamentos para anos atrás...
Flashback
Ele estava com 17 anos e estudando muito para entrar pra faculdade de engenharia eletrônica.
Ele sabia que entraria, mas queria entrar com a melhor nota, e foi exatamente isso que aconteceu.
Ele era um gênio da eletrônica, ninguém podia negar. Mesmo os pais não podendo pagar cursos pra ele, Edward pegava emprestado na biblioteca da cidade livros sobre eletrônica, instrumentação e automação. Era sua paixão e fixação. E assim, ele adquiriu conhecimentos que muitos profissionais de anos de carreira invejariam.
Tinha um cérebro brilhante, e o mais importante de tudo, gostava do que fazia.
Naquele ano, ele passou a montar circuitos de alarme para residências a baixo custo e conseguiu vender alguns para os vizinhos, faturando uma grana razoável, que ele logo guardou.
Aquele dinheiro e cada mísero dólar que ganhasse dali em diante, ele guardaria para investir na sua futura empresa do ramo eletrônico.
Bella estava com 13 anos e já era uma linda garota, como sempre foi, porém com formas mais femininas. O corpo ainda estava em formação, mas já era o suficiente para fazer os meninos repararem e deixar Edward louco de desejo e ciúmes.
A relação de amizade estava cada dia mais forte, porém estavam há três dias sem se falarem.
Não brigaram, apenas estavam sem graça um com o outro.
No dia em que recebeu a carta de aceitação da faculdade, Edward montou na bicicleta e foi diretamente à casa de Bella para contar-lhe a novidade.
Eles se abraçaram muito e choraram emocionados pela conquista dele.
Ficaram até tarde conversando na varanda. Edward falava do futuro e dos seus sonhos. Ela sorria encantada pela determinação e inteligência do rapaz.
Quando estava se despedindo, Bella brincou que Edward iria esquecê-la facilmente, já que na faculdade haveria muitas garotas que o roubariam dela.
Nem ela sabia se havia falado aquilo no sentido da amizade ou de algo mais, mas quando percebeu, as palavras ciumentas disfarçadas com o tom de brincadeira haviam saído.
Edward segurou no rosto dela com as duas mãos e encarou intensamente seus olhos.
– Nem se eu quisesse, conseguiria me esquecer de você, Bella. – ela mordeu o lábio, nervosa pela intensidade do momento, e ele se viu corajoso pra falar com ela. – Bella, eu tenho 17 anos, vou pra faculdade e nunca beijei na boca. – ela arregalou os olhos surpresa pelo comentário. Sempre ficava irritada ao pensar que Edward tinha mais idade que ela e provavelmente já ficava com garotas. – Eu não poderia. Desde os meus 12 anos eu só consigo enxergar uma garota, e como ela era muito nova, eu resolvi esperar. Mas eu não aguento mais... – ele sussurrou e trouxe o rosto de Bella para o seu e tomou os lábios pequenos e vermelhos para si.
Bella sentiu as pernas tremerem e o coração disparar. Edward se sentia no céu por finalmente tocar aqueles lábios que ele tantas vezes imaginou beijar.
Quando Edward tentou forçar a passagem de sua língua pelos seus lábios, Bella percebeu que não sabia nada sobre beijos e ficou nervosa, com medo de fazer algo errado.
Bella o empurrou e entrou em casa correndo, batendo a porta na cara de Edward.
E ali estava ele. Sentado na calçada da rua, em frente a sua casa. A noite estava bonita, mas as pessoas já haviam se recolhido para suas casas.
Ele não sabia o que fez de errado.
Não entendia a reação dela.
Pegou uma pedrinha e a jogou longe, extravasando sua frustração naquele arremesso.
– Ei, cuidado com o meu pé. – ouviu aquela voz que fazia seu coração disparar e no mesmo momento se levantou.
– Be-Bella? – ele ficou surpreso com a presença dela.
– Edward, não me interrompa porque eu estou nervosa, e quando eu estou nervosa eu preciso falar pra aliviar o nervosismo. – ela tomou fôlego. – Aquele dia o beijo foi bom, apesar de não ter tido língua, mas foi bom, enfim... Eu só fugi porque eu tive medo, eu não sabia beijar, eu nunca beijei ninguém, você sabe, e eu fiquei com medo de errar e você nunca mais querer me beijar e eu não ia gostar disso, porque aí você iria beijar outras, e eu não gosto nem de pensar nisso. Mas eu conversei com a minha amiga da escola que já beijou na boca e ela me tranquilizou, então, se você ainda quiser me beijar, pode vir... Vem. Pode beijar. – eles ficaram se encarando por longos segundos e logo Edward a puxou para um abraço, sorrindo.
– Ai, minha Bella. Você é demais. Amo esse seu jeitinho. – ele beijou o topo da cabeça dela. – Mas agora eu não quero só te beijar. – ele disse e se afastou para encarar seu rosto. – Eu quero namorar com você. – ela arregalou os olhos surpresa. – Eu sou apaixonado por você desde o primeiro dia que te vi. Você quer namorar comigo, Bella?
Ela sorriu encantada.
– Eu não sei quando deixou de ser só amizade, mas eu também tô apaixonada. – enfim, eles se beijaram, e Bella não recuou diante da invasão da língua de Edward em sua boca.
Ficaram provando o sabor da língua um do outro durante longos minutos. Aquela sensação era nova para os dois e eles queriam curtir.
Quando conseguiram desgrudar a boca um do outro, depois de mais de duas horas de beijos seguidos na calçada da casa de Edward, Bella lembrou de algo e ficou nervosa.
– Edward... A gente não pensou em uma coisa. – ela comentou e ele, que estava perdido na sensação gostosa de depositar beijos no pescoço e ombro da namorada, a encarou. – Você tem que pedir meu pai.
Tempo Atual
Quase pegando no sono, Edward ainda sorriu ao se lembrar do dia em que foi pedi-la em namoro e Charlie passou três horas citando motivos para não deixar, e no último momento citou apenas um motivo à favor daquele namoro.
– Você gosta dela de verdade, e eu sei que vai cuidar bem dela. – foram as palavras do sogro naquele dia e ele nunca mais esqueceu isso.
Será que agora Charlie ainda mantinha a mesma opinião sobre ele?
Edward achava que não.
Forçando um pouco mais o sono a vir, ele conseguiu dormir.

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