FANFIC EU TE DOU MEU CORAÇÃO - CAPITULO 42

Então, muita gente tem comentado que eu só estou jogando a culpa no Ed, e dizendo que a Bella tem culpa por ter omitido a presença do Riley. É válido esse argumento. Mas comparar o peso das duas atitudes, é como comparar um elefante com uma formiga. Edward é casado com Bella, deveria ter conversado, e quando soube da gravidez, se estava em duvida, o que ja magoaria muito a Bella, ele devia ao menos te-la chamado em um canto e falado a sós.
Nao passo a mao na cabeça de personagem masculino. Sou mulher, e não gosto de ser feita de gato e sapato por homem nenhum, me desculpe a quem goste, mas não sou fã desse estilo.
Justo é justo...
vamos lá a mais um cap girls... auto-estima mulherada... os homens tbm devem sofrer se eles nos fazem sofrer... nao vamos pensar como se estivessemos no tempo de nossas avós... elas lutaram muito pela nossa igualdade...


Eu Te Dou Meu Coração

Eu te dou meu Coração
Diana Neves.


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Amizade, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez




Eu estava concentrado em meu notebook. Eu já havia comprado quase tudo que seria necessário. Mas agora eu havia ficado viciado nisso, e queria comprar tudo que eu achasse que ela gostaria.
– Sr. Cullen, seu irmão está aqui. Posso autorizá-lo a entrar? – Siobhan entrou no escritório me informando.
– Hum, pode sim, Siobhan. – eu respondi sem ao menos tirar os olhos da tela. Eu estava vidrado naquilo.
Senti um soquinho em meu braço. Parei o que estava fazendo e olhei pra cima.
Emmett me olhava com aquele sorrisinho idiota na cara.
– Você está parecendo uma mocinha. – ela zombou. Me encolhi.
– Acho que emagreci um pouco nesse período. – falei baixo. Na verdade, eu acho que deveria ter perdido uns 10 quilos. Minhas blusas estavam mais largas, meu rosto estava mais fino e meus braços realmente pareciam como de um maricas. Até meus músculos haviam me abandonado.
Emmett abandonou o sorriso besta e logo ficou sério.
– Você realmente voltou a se alimentar direito, não é mesmo Ed? Ou você tem mentido pra mim? – perguntou preocupado.
– Eu realmente estou me alimentando de forma correta, Emm. Eu juro. – eu disse com sinceridade.
Ele assentiu, e logo sua atenção se desviou para a tela do meu notebook.
Ele tentou segurar uma gargalhada, mas foi mais forte que ele.
– Cara, desistiu de reconquistar a Bella, e vai virar frutinha agora? – ele gargalhava.
– Não é nada disso, seu idiota. – bufei.
– Então, por qual outro motivo você está pesquisando na internet a casa de praia da Barbie? – tentei reprimir minha vontade de manda-lo calar a boca, e respirei fundo pra falar pela primeira vez sobre meus sonhos.
– Eu venho sonhando com uma menininha. – comecei. Emmett arregalou os olhos.
– Edward, essa porra de pedofilia dá cadeia. E sem contar que é absurdo isso. – ele parecia assustado.
– Emmett, pare de ser uma anta, só por um minuto, pode ser? – revirei os olhos. – Eu tenho sonhado com uma menininha que é a minha filha com Bella. – ele soltou o ar que eu não havia percebido que estava prendendo. Seu rosto parecia mais relaxado. Continuei. – Ela apareceu nos meus sonhos, uma semana depois de Bella me deixar. Desde então, eu sonho todas as noites com ela. E de certa forma, é isso que me faz ter esperanças. – abaixei a cabeça.
Emmett escorou-se na mesa.
– Foram esses sonhos que fizeram você perceber o óbvio? – ele perguntou.
Pensei por uns instantes.
– Um pouco. Talvez, lá no fundo, eu sempre tenha tido certeza que essa criança era minha. – suspirei. – Quer dizer, Bella sempre foi uma namorada, uma esposa incrível. Companheira, amiga, fiel e amorosa. Só que eu estava tão cego de ciúmes, e eu tinha botado em minha cabeça que ela havia me traído. – olhei para meu irmão. – Emm, eu acho que desde que sofri o acidente, sempre foi mais fácil pra mim, me considerar uma vítima. Acho que foi algum tipo de escudo que eu construí e nem havia percebido. – parei por um instante, e Emmett permaneceu quieto, dando-me o tempo necessário para desabafar. – Eu precisei perder minha esposa, me isolar do mundo, decepcionar a todos, para então entender toda a burrada que eu fiz. Eu não fui um homem para Bella. Eu fui um moleque mimado, que no primeiro obstáculo do casamento, no caso a porcaria da mensagem, eu me acovardei, não conversei com minha esposa. E veja no que deu. – respirei após despejar tudo pra Emm.
– Você sempre foi o que menos acreditava em você. – ele disse num tom magoado.
– Papai e mamãe estão muito chateados? – perguntei. A culpa me dominava. Eu não poderia ter isolado meus pais da minha vida. Não poderia ter excluído quem sempre esteve ao meu lado.
– Não sei se “chateados” define isso. – ele deu de ombros. – Dona Esme está triste e Carlisle está decepcionado. Mas ao mesmo tempo parecem dois bobões com a gravidez de Bella. – um sorriso escapou por seus lábios.
– Você também deve ser um bobão com isso. – falei descontraidamente. Mas por dentro eu me remoía em culpa. Era pra eu estar no clube dos bobões também. Um pai bobão. E eu estava perdendo esse momento.
– Não vejo Bella constantemente, mas toda vez que a encontro e vejo sua barriga... Sei lá, saber que meu sobrinho ou sobrinha está lá, me deixa meio bobo. – ele sorriu e eu assenti.
– Eu quero ver Bella. – afirmei. – De acordo com o que você me disse, é hoje a consulta dela não é mesmo? – perguntei num impulso de coragem. Eu queria ver Bella. Eu tinha que ver meu amor. Ver sua barriga carregando nossa Mary Hope.
– É hoje sim, mas Edward, você disse que queria resolver tudo primeiro, pra então depois você procura-la. – realmente meu plano era esse.
O plano era me redimir com meus pais, voltar à fisioterapia e então reclamar minha esposa e filha junto a mim.
Mas a vontade de vê-la me venceu.
– Talvez eu mude um pouco a ordem das coisas. Eu quero acompanha-la nessa consulta. Eu, como marido e pai, tenho que estar ao lado dela. – disse decidido.
– Vou te passar o endereço então. Quer que eu te leve? – eu neguei.
– Eric me levará.
Após isso, mostrei a Emmett a maquete que eu fiz do futuro quarto de Mary Hope. Eu já havia encomendado tudo na internet, e em breve chegaria.
Mostrei a ele o esboço da “sala de brincadeiras” que eu estava planejando. Um espaço onde minha menininha poderia engatinhar livremente, pois o chão e as paredes seriam cobertas por tecido emborrachado. Lá eu colocaria a tal casinha da Barbie que Emmett me viu comprando no site. E eu ainda iria procurar mais brinquedos para colocar nesse cômodo.
Conversei alguns detalhes com ele sobre a reforma. Eu não pediria uma equipe da construtora da nossa família para fazer isso. Eu saí da supervisão de projetos de uma hora pra outra, eu sabia que eles ainda deveriam estar tendo problemas com datas e disponibilidade.
Um pouco depois da 1 da tarde, Emm foi embora. Teria que voltar para empresa, seu horário de almoço havia acabado.
Nos despedimos e corri para tomar um banho.
Hoje eu veria Bella.
[...]
Quando Eric parou o carro no estacionamento, senti o peso da minha atitude.
E se Bella me ignorasse? E se ela gritasse e brigasse comigo? Ou pior, e se ela dissesse que não me deixaria participar da vida de nossa filha?
Respirei fundo, e tomei coragem.
Eric me ajudou a sair do carro, e caminhou comigo para dentro do prédio.
Pegamos o elevador e paramos no oitavo andar. De acordo com Emm, esse era o andar onde Bella teria a consulta.
Parei num corredor, que mais parecia um labirinto, pra tentar me localizar.
Olhei de um lado para o outro, tentando encontrar a sala de espera.
Eric se encostou na parede e se concentrou em seu celular. Ótimo. Eu teria que me virar sozinho.
Escutei passos vindo do corredor que se encontraria com o corredor onde eu estava parado.
Resolvi pedir informação.
A enfermeira entrou em meu campo de visão, e quando eu abri a boca para chama-la, meu coração parou por um instante.
Eu a vi.
Tão linda.
Bella estava logo atrás da enfermeira.
Ela caminhava de cabeça baixa, com uma mão apoiando sua barriga.
Céus, ela estava maravilhosa.
O nosso bebê estava naquela barriguinha proeminente.
Meus olhos arderam pela emoção. Um nó se formou em minha garganta.
Não resisti ao impulso, e segurei em sua mão.
Estremeci com o toque. Tanto tempo sem tocá-la.
Lentamente, Bella virou sua cabeça e me olhou espantada.
– Você aqui? – seu tom doeu em meu coração. Isso soou como se fosse um absurdo eu ter vindo.
E talvez para ela seja. Minhas atitudes não ajudaram com nada.
Respirei fundo e olhei em seus olhos.
– Posso entrar com você? – perguntei humildemente.
Ela pensou por um instante.
– Claro. – foi uma resposta curta, mas ela deu um tímido sorriso.
A enfermeira e ela entraram na sala, eu fiz um sinal para Eric aguardar, e então as segui.
Empurrei minha cadeira e parei ao lado da cadeira onde Bella se sentou.
Ela parecia nervosa com minha presença.
– Em alguns instantes a Dra. Susan irá atende-los. – a simpática enfermeira nos informou, e saiu da sala.
Olhei para o rosto de Bella.
Ela permanecia olhando pra frente. Eu sentia que ela estava lutando com todas as suas forças para não me olhar, mas ela sabia que eu a estava encarando.
– O-o que você está fazendo aqui, Edward? – ela perguntou em voz baixa, ainda sem me olhar.
– Eu quis vir acompanhar a consulta. Quero saber se está tudo bem com você e nossa filha. – eu disse encarando seu rosto. Ela ainda não me olhava.
– E como você pode ter tanta certeza que é uma meni.. – ela se interrompeu, e finalmente me olhou. Seus olhos estavam arregalados. – O que você disse?
– Eu disse que eu queria saber se estava tudo bem com você e nossa filha. – olhei fixamente em seus olhos.
– Mas... Mas... Você... – Bella balbuciou.
– Boa tarde, Isabella. – uma mulher morena, em torno dos seus 40 anos entrou na sala. – Esse deve ser o futuro papai. Muito prazer em conhece-lo Sr. Cullen. Meu nome é Susan Sullivan, como você já deve saber. – Ela sorria enquanto estendia uma mão pra cumprimentar-me.
Meio sem graça, apertei sua mão.
Merda, eu não sabia nem o nome da doutora que cuidava da gravidez da minha esposa.
Sim, Isabella ainda é minha esposa.
– Edward Cullen. – eu disse educadamente.
– Ok, então vamos ver como está esse bebê? – ela nos chamou enquanto abria uma porta no lado esquerdo do consultório. – Se tivermos sorte, hoje saberemos o sexo. – disse sorridente, enquanto mantinha a porta aberta para passarmos.
Isabella levantou-se hesitante.
Ela ainda parecia muito confusa, e eu sei que era por minha culpa.
Segurei em sua mão. Ela olhou para baixo, em direção aos meus olhos.
– Eu posso entrar com você? – perguntei hesitante.
Se ela não me permitisse entrar, eu entenderia.
Me magoaria muito, mas eu entenderia seus motivos.
Ela pensou por um instante. Seus olhos continham dúvida.
Ela respirou fundo, e me olhou de forma decidida.
– Nós ainda precisamos conversar muito. Mas você pode entrar sim. É claro que você pode. – deu um sorriso fraco, e seguiu a doutora.
Meu coração bateu acelerado.

Talvez nem tudo estaria perdido.


E então, deixei a consulta mesmo pro proximo, pra nao ficar muito grande esse cap.
Gostaram?
tadinha da Bella, nao ta entendendo nada rsrsrsrs





PLease, não dói, não cai o dedo e faz um autor se sentir útil e recompensado!

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