THE WAR OF BROKEN HEARTS - CAPITULO 23

Oi, gente.

The war of broken hearts...

THE WAR OF BROKEN HEARTS
Bruna Diniz Cullen


Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo 
Gêneros: Drama




Capítulo 23
Pov. Edward
“A boca fala o que o coração realmente sente”...
Não me lembrava de quem era essa citação, mas agora, eu sabia que ela traduzia a verdade.
Eu chamara minha menina de amor, sem nem sequer me dar conta disso.
E esse fato podia ser explicado graças ao caleidoscópio de sentimentos que eu nutria por ela.
Chamá-la dessa forma fora apenas uma consequência do imenso amor que, com seu jeito doce e inocente, Bella fizera crescer em meu coração.
Por que eu a amava, e não havia a menor dúvida quanto a isso.
Acho que me apaixonara por ela desde a primeira vez que eu a vira.
Eu só fora coverde demais para admitir meus próprios sentimentos.
Jamais seria capaz de esquecer o olhar de desespero e medo que ela me lançara quando estivera à mercê da crueldade de James.
Bella implorara por ajuda apenas com o olhar e eu sempre estivera disposto a ajudá-la.
A dar tudo a ela.
Eu a salvara uma vez, mas como a velha Sra. Forbes me dissera, Bella me salvaria sempre.
Minha menina trouxera brilho, alegria, felicidade e satisfação para minha vida e tudo o que ela me pedia em troca, nesse momento, era uma simples declaração.
Tudo o que eu precisava fazer era ser sincero e, mais uma vez, lhe dizer o que estava guardado em meu coração.
Mas, eu ainda tinha medo.
Ela carregava no ventre o meu filho e eu sabia dos riscos que ela correria ao trazê-lo à luz.
Bella poderia morrer e, se isso acontecesse, minha vida também terminaria.
Eu sei que estava sendo egoísta em esconder meus sentimentos dela, mas essa era a forma que eu encontrara de me proteger.
Sofrer por amor era tudo o que eu não queria, ainda mais sabendo que dessa vez seria bem pior, pois eu nunca sentira por ninguém o que sentia por minha menina.
Nenhuma mulher conseguira tocar minha alma como ela fizera.
Respirei fundo e fechei os olhos, atormentado, tentando desanuviar minha mente e tomar coragem para dizer a ela o que era preciso.
Bella estava sentada a minha frente, me encarando com aqueles olhos castanhos chocolates mais lindos, ansiosa por minha resposta a sua simples pergunta.
Tudo que eu tinha que fazer, era abrir minha boca e articular as palavras...
“Bella, eu te amo”.
“Eu te amo... Muito”.
Por que era tão difícil?
Será porque eu jamais dissera isso a alguém?
Eu sempre demonstrara a Elizabeth o quanto ela era importante para mim e o quanto eu a amava, mas jamais havia lhe dito isso claramente.
Acho que no fundo, essa declaração me assombrava.
Eu havia sido treinado para ser um homem independente e forte.
Admitir meu amor por alguma mulher faria de mim uma criatura totalmente dependente e vulnerável, e como capitão, eu jamais poderia permitir isso.
No entanto, quem estava à frente de Bella nesse momento, não era Edward, o capitão.
Era Edward Cullen, o homem.
Uma criatura que sofrera muitas desilusões e passara por muitos sofrimentos antes de conhecer seu verdadeiro amor e que precisava assumir seus sentimentos, antes que perdesse a pessoa mais importante de seu mundo.
Suspirei pesadamente e segurei as mãos de Bella, que estavam geladas e trêmulas.
Toda essa carga de emoção não faria bem a ela a ao bebê e, portanto, eu precisava acabar com essa agonia logo.
Encarei seu rosto bonito e me inclinei, beijando seus lábios suavemente.
Senti-la nesse momento, me faria ganhar a coragem necessária para me declarar a ela, da forma como minha menina queria e merecia.
_ Me diz... Por favor._ Ela pediu em um sussurro e eu sorri, recostando meu rosto na curva do seu pescoço e sentindo seu cheiro doce, que eu tanto amava.
E aquele cheiro sempre estivera impregnado em sua pele, mesmo quando eu a encontrara suja e maltrapilha.
Aquela fragrância sempre tivera o poder de me enlouquecer, e imagino que seria assim para sempre.
Não que eu me importasse.
Desde que ela estivesse ao meu lado, eu enlouqueceria com alegria.
_ Sim._ Falei simplesmente, respondendo ao seu pedido e, depois de alguns segundos, ela se mexeu inquieta, afastando-se do meu corpo.
_ Sim o que?_ Ela perguntou, erguendo as sobrancelhas e eu cheguei à conclusão de que ela não facilitaria nada para mim.
Eu teria que confessar meus sentimentos com todas as letras.
Fechei os olhos com força e respirei fundo mais uma vez, tentando conter as batidas frenéticas do meu coração.
Olhei novamente para minha menina e sua expressão aflita me deu a coragem que eu precisava.
Não era justo fazer com que ela esperasse ainda mais para ouvir que eu a amava.
Bella já sofrera muito na vida e eu tinha ideia de que essa declaração seria muito importante para ela e poderia ajudá-la a se curar de todos os seus traumas e inseguranças.
_ Sim para sua pergunta. Sim, eu te amo._ Falei baixinho e vi uma lágrima solitária descer por seu rosto._ Amo muito. Você é o meu amor. Meu único e verdadeiro amor.
Bella fechou os olhos, como se assim, pudesse absorver melhor minhas palavras e eu sorri, me inclinando em sua direção e abraçando-a.
_ Eu te amo, meu amor... Você é linda, única e é a minha vida, desde que eu lhe encontrei suja e machucada naquele campo de batalha. Você iluminou meus dias de uma forma que ninguém mais foi capaz e eu te amo. Amo demais._ Falei, emocionado e segurei seu rosto com as mãos, beijando seus lábios com todo o amor que cabia dentro de mim.
Eu me sentia tão mais leve depois de me declarar a ela.
No fundo, eu sempre soube que precisaria dizer que a amava para poder ser realmente feliz ao seu lado.
E agora, eu só precisava saber se ela sentia o mesmo por mim.
_ E você, meu amor... Você me ama?_ Perguntei suavemente e o sorriso que ela me lançou era capaz de iluminar o mundo todo e fez com que eu me sentisse único, como eu jamais me sentira.
_ Eu também te amo, Edward. Eu nunca lhe disse isso, pois temia que você se assustasse com minhas palavras e fugisse de mim. Certa vez, você me disse que jamais poderia amar outra mulher. E eu nunca fui amada por ninguém... Achei que... Que eu não fosse digna do seu amor._ Ela falou chorando e eu senti meu coração apertar-se, por ela se considerar tão insignificante, me sentindo culpado por não ter me declarado antes.
É claro que, primeiro, eu tivera que me dar conta deste fato, mas nada justificava fazê-la sofrer e se considerar indigna do meu amor.
Minha menina me amava e só não tinha me dito isso antes, pois temia que eu me afastasse dela.
Eu era mesmo um completo idiota, mas, a partir de hoje, ia viver para provar a ela o quanto eu a amava e o quanto ela valia.
_ Bella, você é a pessoa que mais merece amor nesse mundo. Jamais pense ou diga que não é digna do meu amor, pois isso não é verdade. Você é linda, por dentro e por fora e faz qualquer um a sua volta sentir-se bem e feliz. Eu sou um idiota covarde, que não consegue admitir os próprios sentimentos, porque tem medo de lhe perder._ Eu falei, beijando seu rosto e ela fungou, sorrindo entre lágrimas.
_ Você é a melhor coisa que aconteceu em minha vida. Obrigada por me tornar sua... Por me amar. Por me dar os filhos que eu sempre quis. Eu prometo que vou amá-lo para sempre, Edward. E você não vai me perder, pois eu vou lutar até contra a morte para permanecer ao seu lado._ Ela falou, acariciando meu rosto e eu beijei sua mão.
_ Fico muito feliz em ouvir isso, minha linda, pois minha vida depende de sua sobrevivência. Eu temia me declarar, pois sabia que a partir do momento que essas palavras saíssem da minha boca, elas ganhariam intensidade, tornando-me completamente dependente de você e do seu amor e eu não poderia sobreviver caso algo de ruim lhe acontecesse. Perdoe-me por eu ter sido egoísta, mas eu tenho medo e não me envergonho disso. Eu tenho pavor de pensar em perder você. Isso não pode acontecer. Nunca._ Falei, meio desesperado e Bella me encarou, séria.
_ Você sabe que eu não sou eterna, não é mesmo?_ Ela perguntou, depois de uns minutos de silêncio e eu suspirei, olhando-a seriamente.
_ Você pode, por favor, não falar essas coisas._ Pedi e ela suspirou.
_ É a verdade, oras. Somos criaturas mortais e mais cedo ou mais tarde vamos morrer._ Ela falou suavemente, passando as mãos por meu cabelo e eu bufei.
_ Que eu vá antes de você, então, pois não suportaria vê-la morrer._ Eu falei emburrado e ela sorriu, inclinando-se e beijando meu rosto.
_ Certo. Vamos fazer um acordo, então... Nós iremos juntos, pois assim ninguém vai sofrer._ Ela falou docemente e eu suspirei, sorrindo satisfeito com sua proposta.
Eu sabia que isso não estava em nossas mãos, mas só o fato de ouvi-la dizendo que não me deixaria já me deixava mais calmo e aliviado.
Pousei minhas mãos sobre sua barriga e depositei um beijo suave ali, me sentindo, pela primeira vez, completamente atraído pela vida que ela carregava.
Era algo feito por nós... Era o fruto do nosso amor crescendo no seu ventre.
Bella acariciou meu cabelo suavemente, como se me agradecesse silenciosamente por eu finalmente admitir o valor que aquele bebê possuía para nós e eu sabia que aquele momento estaria gravado em nossas mentes para sempre.
Era um momento de confissões, laços, trocas, sentimentos e intensidade.
Tratava-se de algo que poucas pessoas teriam o privilégio de viver, o que era uma pena, já que não havia nada melhor do que amar e ser amado.
E eu sabia disso agora.
Eu já amara sem ser correspondido, e mesmo que minha primeira esposa tivesse deixado marcas em minha vida, elas jamais seriam tão belas, profundas e intensas como as que Bella deixaria.
Essa declaração abrira as portas da plena felicidade para nós dois e, daqui para frente, mesmo que enfrentássemos muitos problemas, a força do nosso amor nos ajudaria a seguir até o fim.
*****
Pov. Bella
Edward me amava.
Meu capitão estava apaixonado por mim e correspondia a todos os sentimentos que eu nutria por ele e por mais que isso não fosse um sonho, eu não conseguia me convencer de que sentir aquela felicidade fosse possível.
Ouvi-lo me chamando de amor trouxe a tona todas as dúvidas e inseguranças que eu tinha sobre nossa relação.
Eu sabia de seus medos e sempre imaginei que jamais teria o seu amor.
Edward gostava de mim, me protegia como ninguém, me desejava, era carinhoso, mas eu sempre pensara que fosse apenas isso.
Já imaginei várias vezes como seria minha vida se ele me amasse, mas jamais acreditei que isso fosse acontecer de fato.
Meu capitão era perfeito demais para amar alguém como eu.
Mas hoje, eu percebia que este fato não era tão impossível assim.
Depois de sua declaração, eu e ele fizemos amor de uma forma intensa e apaixonada.
Seus toques foram suaves e ao mesmo tempo marcantes, deixando em meu corpo e em minha mente a certeza de que eu era amada e desejada por ele.
Talvez, eu pudesse acreditar quando ele me dizia que ninguém o fazia sentir-se tão bem como eu fazia.
Quiçá, eu devesse aceitar o fato de ser especial para ele, da mesma forma que ele era para mim.
Respirei fundo e o encarei com atenção, tentando memorizar cada pequeno detalhe de seu rosto perfeito.
Ele dormia tranquilo, enrolado nos edredons amassados e eu estava sorrindo feito uma idiota, tamanha era a felicidade e o contentamento que eu sentia.
Nem mesmo o fato constrangedor de eu estar completamente nua ao seu lado, a mercê do seu olhar, caso ele acordasse de repente, fazia com que minha felicidade fosse abalada, afinal, Edward tinha o direito de me ver assim, mesmo eu ainda acreditando que estar daquela forma em sua presença fosse algo errado.
Era muito difícil deixar de lado os meus pudores, mas nós dois trabalhávamos nisso a muito tempo e a cada dia que passava, eu me sentia mais a vontade ao seu lado.
Será que o amor tinha esse poder?
Será que era por amá-lo que eu tinha coragem de ficar daquela forma ao seu lado e me entregar a ele como se fosse os últimos momentos da minha vida?
Respirei fundo e cheguei a óbvia conclusão que eu jamais saberia quem era o responsável pela minha total falta de pudor, mas, seja quem fosse, eu devia agradecê-lo por me permitir ser capaz de desfrutar de tamanho prazer nos braços do meu amor.
Inclinei-me sobre seu corpo e beijei seus lábios de leve, me deliciando por ter o direito de fazer isso.
Edward era meu e me amava.
De repente, me dei conta que, o fato de ter o seu amor me tornava forte.
Não invencível, é claro, mas capaz de superar todas as barreiras que, por ventura, viessem surgir.
E tudo isso, apenas para ter o prazer de desfrutar mais tempo do meu sonho de felicidade.
Respirei fundo me enrolei no lençol e, ainda olhando-o, me levantei da cama, seguindo em direção ao banheiro.
Olhei-me no espelho e fiz uma careta para minha figura desarrumada.
Eu estava descabelada, corada e com os lábios inchados, sem contar que tinha algumas marcas escuras no pescoço.
“Poxa vida, Edward... Por que você precisa me marcar dessa forma todas as vezes que fazíamos amor”?_ Pensei mal humorada e bufei, indo até a banheira e enchendo-a.
Eu gostava de cada momento que passava nos braços do meu marido, mas sentia-me extremamente contrariada quando encontrava as marcas no meu corpo depois, principalmente quando os hematomas eram feitos em lugares visíveis.
Eu era muito branca e qualquer marca em minha pele chamava a atenção.
Minha sorte era que estava frio e eu poderia esconder os sinais de nossos interlúdios com vestidos de gola alta.
Depois do banho, eu vesti uma roupa quente e segui em direção à cozinha, pois estava morrendo de fome.
Antes, passei pelo quarto de Sophie para me certificar de que estava tudo bem.
Minha princesa dormia tranquila e eu beijei seu rosto, ajeitando suas cobertas antes de seguir para o andar de baixo.
Tudo estava em completo silêncio e eu imaginei que todos já tivessem se recolhido, o que eu agradeci, já que minha fome era grande demais para perder tempo com conversas.
Encontrei sobre o balcão, uma bandeja repleta de pães, fatias de bolo, frutas e contendo dois copos de suco e vibrei em silêncio por não ter que preparar nada.
Odiava mexer na cozinha, pois não tinha certeza até onde ia minha liberdade dentro da mansão.
Sem contar que, tendo vivido sempre cercada por privações, meus dotes culinários eram tão escassos quanto meu talento para o bordado e o tricô.
Por isso, já me acostumara a ter tudo pronto sempre que eu precisava.
A família Cullen era muito poderosa e mantinha empregados para as mais diferentes funções, sendo que os moradores da mansão não precisavam se preocupar com quase nada.
Tudo estava sempre perfeitamente pronto e nas horas certas.
Como imaginava que aquela bandeja farta havia sido preparada para mim e Edward, a mando de Esme, não me senti culpada em devorar quase todos os itens do recipiente.
Minha fome vinha aumentando bastante ultimamente e depois de todas as emoções vividas naquela tarde, ela estava atingindo níveis exorbitantes.
Depois de terminar o meu suco, eu finalmente me senti devidamente saciada.
Lavei a louça que eu havia sujado e segui em direção às escadas.
Mas, quando passei pela sala, a porta fechada da saleta de música chamou minha atenção e eu fui até lá, me dando conta que já fazia muito tempo que eu não tocava piano.
Sentei-me em frente ao piano e iniciei uma melodia qualquer.
Desta vez, não era uma música triste como eu costumava tocar, pois eu estava imensamente feliz.
Era uma melodia de amor, dedicada ao meu capitão e aos bebês que eu carregava no ventre, frutos do sentimento mais nobre que eu já sentira.
A música sempre tivera um poder estranho sobre mim e eu me sentia imensamente satisfeita quando tinha a oportunidade de me dedicar a ela.
Essa era a única lembrança boa que eu tinha do meu pai e eu pretendia transmitir aos meus filhos, como uma herança, para que eles conhecessem pelos menos um lado bom do avô.
Pensar em Charlie ainda me fazia sentir medo, pois eu sabia que Renée ainda estava me rondando, buscando uma forma de conseguir me atingir.
Eu só esperava que ela não conseguisse fazer mal aos meus filhos ao à Edward, pois eu seria capaz de matá-la para defender as pessoas que eu amava.
Eu não permitiria que ela estragasse minha felicidade, pois eu demorara muito tempo para encontrá-la.
Toquei durante muito tempo, pensando acerca dos mais diversos assuntos e me lembrando da linda declaração de Edward, até que um movimento sutil em meu ventre me fez paralisar.
Encarei meu umbigo, chocada, e pousei a mão suavemente sobre minha barriga.
Será que eu já podia senti-los?
Não seria muito cedo para isso?
E como se para responder minha pergunta, eu senti mais uma vez o movimento em meu ventre.
Era como um pulsar, algo muito suave, mas que não poderia passar despercebido, já que era a primeira vez que eu sentia.
_ Olá, bebês..._ Falei baixinho, sentindo as lágrimas descendo por meu rosto e sorrindo largamente.
Eu tinha quase certeza que eu estava grávida de dois bebês e senti-los, pela primeira vez, dentro de mim era maravilhoso.
_ Está tudo bem, amor?_ Ouvi a voz de Edward e levantei o rosto em sua direção, encarando-o com um sorriso bobo, por ouvi-lo me chamando de amor mais uma vez.
Ele estava descabelado, com a cara amassada e com a expressão preocupada, mostrando que ao acordar e não me encontrar, ele vestira a roupa de qualquer jeito e viera a minha procura.
_ Sim... Tudo está perfeitamente bem._ Falei baixinho e ele aproximou-se, ajoelhando-se aos meus pés.
_ Então, porque você está chorando?_ Ele perguntou, secando minhas lágrimas e eu sorri, me inclinando e beijando seu rosto.
_ Eu o senti mexer._ Respondi, pousando a mão sobre minha barriga e o encarando atentamente, observando sua reação.
Eu ainda não podia dizer a Edward sobre minha certeza de estar esperando gêmeos, pois sabia que ele se preocuparia em excesso com esse fato.
O melhor era deixá-lo saber sobre isso apenas quando eles nascessem, pois assim, Edward ficaria feliz e satisfeito, sem precisar morrer de preocupação e medo por meu estado de saúde.
_ Ele mexeu?_ Meu capitão perguntou e eu assenti, trazendo sua mão até o meu ventre.
_ Sim. Acho que ele quer nos dizer olá..._ Falei e Edward sorriu, beijando minha barriga.
_ Olá bebê... Espero que esteja bem e feliz aí dentro. Saiba que a mamãe e eu lhe amamos muito e estamos preparando tudo para sua chegada._ Edward falou e eu funguei, chorando feito uma criança por vê-lo falar com nossos filhos daquela forma doce e carinhosa.
_ Pois é... A mamãe ama o bebê e o papai de uma forma imensurável... De um jeito que ninguém, nunca, irá amar._ Eu falei e Edward ergueu o olhar, sorrindo e me puxando em sua direção.
Nossos lábios se encontraram em um beijo doce e apaixonado, me deixando completamente entregue às suas mãos.
Eu podia sentir seu amor naquela carícia e nada no mundo tinha o poder de me deixar tão satisfeita.
Ficamos ali por um longo tempo, até que Edward insistiu para que fôssemos descansar, pois eu havia passado por muitas emoções nas últimas horas.
Eu concordei, mas antes o fiz ir até a cozinha para comer alguma coisa, pois ele estava há muito tempo sem se alimentar.
Depois, seguimos para o quarto e após fazermos nossa higiene pessoal, nos deitamos, abraçados e finalmente nos entregamos ao cansaço.
Apesar dos contratempos, meu natal havia sido o melhor de todos, pois eu ganhara um presente perfeito.
Edward me dera à certeza de ser amada por ele, e não poderia haver no mundo, algo melhor do que isso.
*****
Alguns meses depois.
Pov. Edward
_ Eu senti de novo, mamãe._ Sophie falou alegre, mantendo as mãozinhas sobre o ventre dilatado de Bella e eu sorri para a cena.
Minha filha estava ao lado da mãe e não se cansava de sentir o irmão mexer, ficando encantada a cada pequeno toque.
Bella estava com mais ou menos oito meses de gestação e eu não acreditava que já tivesse visto uma barriga maior que a sua.
Não que eu tivesse visto muitas grávidas.
As mulheres costumavam não sair nas ruas durante a gestação, pois tinham vergonha que as pessoas vissem sua condição de futuras mães.
Eu achava isso uma tremenda besteira, mas, mesmo que quisesse, jamais poderia mudar os costumes de uma época.
O fato era que, a única grávida com a qual eu tivera contato direto antes de Bella, fora Rosalie e sua barriga não ficara, nem de perto, do tamanho da barriga de minha esposa.
Minha menina não reclamava, mas eu sentia que às vezes ela estava incomodada com as novas formas do seu corpo.
Ela já não conseguia dormir confortavelmente e sentia muitas dores nas costas.
Sem contar que sua respiração estava mais difícil e ela ia ao banheiro de dez em dez minutos.
Eu ainda me preocupava com seu estado de saúde e com a chegada do parto, mas o médico me garantira que ela estava bem e eu procurava me agarrar às suas palavras para não entrar em desespero.
Minha mãe, Rosalie e Alice já haviam aprontado todo o enxoval e o quarto destinado ao bebê já havia sido preparado.
Eu tinha certeza que teríamos um menino, mas Bella e eu decidimos esperar até que ele nascesse para escolhermos um nome.
Tinha a impressão que minha menina me escondia alguma coisa com relação à gravidez, mas eu não conseguia imaginar o que poderia ser.
Só esperava que esse segredo não colocasse em risco sua saúde.
Respirei fundo e deixei os documentos que eu assinava de lado, me aproximando lentamente de Bella e Sophie.
Desde que James fora enviado novamente para a base de New York, eu ficava mais tempo em casa para cuidar de Bella e garantir que nenhum problema, ou alguém, viesse perturbá-la.
Minha rotina era tranquila e eu quase não saía de casa, pois temia deixá-la sozinha.
Há uns dias atrás, recebi uma intimação do juiz, marcando uma audiência para que o caso da legalidade do meu casamento com Bella fosse resolvido.
Eu me irritava em saber que aqueles malditos não desistiriam dessa história ridícula e ainda tentavam tirar Bella de mim.
Mas, eu sabia que o juiz seria sensato e não nos separaria sabendo que teríamos um bebê para criar.
Sem contar que eu seria capaz de provar a quem quer que fosse que não existiria melhor lugar para minha Bella, do que ao meu lado.
Sem dizer nada a minha esposa, após receber o documento, eu contatara meu advogado e, graças a Deus, já estava tudo acertado.
Assim que o bebê nascesse, Bella e eu nos apresentaríamos ao juiz e casaríamos de novo, se preciso fosse, pois não havia a menor possibilidade de alguém nos separar.
Desde minha declaração, nossa relação estava maravilhosa.
Eu não cansava de falar a ela o quanto eu a amava e de ouvir as mesmas palavras saindo de sua boca.
Nossos momentos juntos eram, sem dúvida, a melhor parte do meu dia.
Ela estava cada dia mais carinhosa e entregue, conversando comigo sobre suas dúvidas, anseios, medos e inseguranças. Não existiam segredos entre nós, ao não ser aqueles que precisavam ser mantidos para garantir sua segurança.
Já tinha algum tempo que não fazíamos amor, mas esse fato não nos impedia de trocarmos carícias e beijos, embora eu sentisse bastante falta de nossa completa intimidade.
Acho que eu me viciara em Bella e não havia como ficar sem ela.
Eu precisava da minha menina de todas as formas possíveis.
Sentei-me ao seu lado e dei um beijo carinhoso em sua testa, recebendo um sorriso cansado em resposta.
_ O que acha de deitar um pouco?_ Perguntei carinhoso, passando o dedo por sua sobrancelha e ela suspirou, assentindo de leve com a cabeça.
_ Acho uma ótima ideia. Minhas costas estão doendo bastante._ Ela falou com uma careta adorável e eu sorri, me levantando e estendendo-lhe a mão para ajudá-la.
_ Vem. Eu lhe ajudo._ Falei, enquanto ela se erguia com dificuldade._ Sophie, vá fazer seu dever de casa, que logo eu vou verificar._ Falei, dirigindo-me a minha filha, que assentiu e saiu correndo em direção às escadas.
Ajudei minha menina deitar-se e fiquei ao seu lado até que ela pegasse no sono.
Cobri seu corpo com um grosso edredom e beijei seus lábios, antes de me levantar e sair do quarto.
Fui até Sophie, ajudei-a com o dever e desci novamente para sala, onde terminei de revisar os documentos.
_ Onde está Bella?_ Minha mãe perguntou, vindo da cozinha.
_ Dormindo. O bebê está muito agitado e ela estava cansada._ Respondi a sua pergunta e fui até o escritório para guardar meus papéis.
_ Acho que a data do parto está próxima. Hoje ela se queixou de estar indo muito ao banheiro. Sempre que isso acontece, é sinal que o bebê está chegando.
Eu parei no lugar onde estava e encarei minha mãe, preocupado.
_ Mãe, ela ainda não completou nove meses... Como pode estar perto da hora do parto?
_ Bebês são imprevisíveis, filho. Mas, vamos ficar atentos. Qualquer mudança, chamamos o médico._ Ela falou sorrindo, pousando a mão sobre meu ombro, na clara tentativa de me acalmar.
Mas, eu não podia ficar calmo.
Um parto prematuro colocaria em risco a vida de minha menina e do nosso filho e eu não poderia suportar a agonia de saber que algo ruim poderia acontecer a eles.
Respirei fundo e fui até a cozinha, me servindo de um copo de água.
Minha mãe me seguia de perto e me analisava de forma séria, certamente esperando por meu ataque.
No entanto, eu não podia me descontrolar, pois isso deixaria Bella nervosa e pioraria a situação.
Voltei para a sala e tentei me concentrar em uma leitura qualquer, mas nada seria capaz de me acalmar, ao não ser a certeza de que Bella estava bem.
Voltei para o quarto e encontrei a cama vazia.
Fui direto para o banheiro, encontrando-a ajoelhada em frente à privada vomitando.
Segurei seus cabelos para que não se sujassem e esperei pacientemente até que sua crise passasse.
Mas, a época dos enjoos já não havia passado?
Respirei fundo e ajudei minha menina se levantar, indo com ela até a pia e observando-a em silêncio, enquanto ela lavava o rosto e escovava os dentes.
Depois de uns minutos, ela se virou para mim e me encarou atentamente.
_ Não fique preocupado. Eu estava enjoada o dia todo. Isso é normal._ Ela falou com a voz baixa e eu fechei os olhos, abraçando-a com força.
_ Não tem como eu não me preocupar, Bella. Eu tenho medo que alguma coisa aconteça. Eu já lhe disse que não posso viver sem você, meu amor.
_ Nada vai acontecer, Edward. Fique calmo. Eu preciso de um banho e que alguém venha trocar os lençóis, pois aconteceu um pequeno acidente lá na cama._ Ela falou e eu me afastei de seu corpo, encarando-a.
_ Que acidente?_ Perguntei desconfiado e ela deu de ombros.
_ Acho que eu fiz xixi._ Bella respondeu, ficando rubra e eu sorri.
Ela ficava linda quando estava constrangida.
_ Certo. Bem... Vou preparar seu banho e logo providencio a troca da roupa de cama.
Enchi a banheira com água quente e logo ela estava submersa, parecendo confortável.
Fui até o andar de baixo e pedi que Emma trocasse os lençóis da nossa cama.
Minha mãe preparou um prato de sopa leve e montou uma bandeja para que eu levasse para minha menina.
Logo, Bella estava limpa, alimentada e sonolenta.
Fiquei ao seu lado até que ela dormisse e só depois tomei banho e desci para o jantar.
_ Como ela está?_ Minha mãe perguntou e eu suspirei.
_ Dormindo._ Respondi taciturno, tentando não deixar transparecer meu pânico.
_ Filho, fique calmo. Vai ficar tudo bem. Mulheres ficam bastante sonolentas ao fim da gestação. Sua mãe vivia dormindo._ Meu pai falou e eu tentei me acalmar, mas algo me dizia que essa calmaria estava com os minutos contados.
Ouvimos a sineta da porta e dentro de minutos, Charlie Swan invadia nossa sala de jantar.
_ Cadê minha filha? Eu vim para levá-la para casa._ Ele falou e eu me levantei pronto para esmurrá-lo.
Meu pai segurou meu braço e se levantou, indo até meu sogro e conduzindo-o para a sala de entrada.
Eu os segui de perto, pois impediria de qualquer jeito que aquele maldito fizesse algum mal para minha menina.
Todos os que estavam presentes na sala de jantar nos seguiram, certamente temendo que eu acabasse matando aquele maldito.
E era isso que eu faria se ele insistisse nesse absurdo de tirar Bella de mim.
_ Senhor Swan, sua filha é esposa do meu filho e não sairá dessa casa. Peço que vá embora e não volte, pois, caso contrário, seremos obrigados a chamar a polícia._ Meu pai falou calmamente e Charlie se virou para me encarar.
_ Seu filho a trouxe a força da Alemanha e, como pai, eu tenho direitos sobre ela. O juiz acabou de conceder uma liminar para que eu possa levá-la para casa até esse caso possa ser resolvido. O lugar de Isabella é ao lado de sua família._ Ele gritou, jogando um papel em cima do meu pai e eu senti o ódio borbulhar dentro de mim.
Que merda era essa, agora?
Que liminar permitiria que alguém tirasse Bella de mim?
_ Família? Que família de merda é essa que abandona uma jovem em meio a uma guerra? Que a maltrata, a deixa com fome e sem nenhuma assistência? Que permite que as pessoas a maltratem e a machuquem? Você e sua esposa são dois malditos que querem se aproveitar da situação para arrancar dinheiro da minha família. Mas, eu peço que saia daqui e esqueça que Bella é sua filha, pois ela nunca sairá dessa casa._ Eu gritei e Charlie avançou em minha direção, sendo impedido por meu pai.
_ Jamais ouse tocar no nome de minha esposa. Renée foi uma mãe para Bella e apenas deseja o seu bem. Volte para sua noiva, a quem você abandonou para roubar minha filha, e deixe Bella em paz, pois ela me pertence._ Charlie falou e foi minha vez de avançar em sua direção e agarrá-lo pelo colarinho.
_ Você nunca vai tirá-la daqui. Juiz nenhum vai dizer onde MINHA esposa vai ficar. Ela é minha e permanecerá ao meu lado. Ninguém a tira daqui. Ninguém toca nela, pois eu mato que se atrever a tentar._ Eu gritei de volta e nesse momento, ouvi um grito agudo vindo do andar de cima e ele só podia pertencer a uma pessoa.
Larguei Charlie e subi correndo os degraus.
Quando cheguei ao quarto, Bella estava chorando, molhada e eu pude ver que havia sangue em sua camisola.
_ Amor, o que foi?_ Perguntei desesperado, passando as mãos por seu rosto e ela me encarou amedrontada.
_ Está doendo. Muito._ Ela balbuciou e minha mãe apareceu de repente, olhando de mim para ela.
_ Bella, como é a dor?_ Minha mãe indagou e Bella deu de ombros, estremecendo.
_ Ela vem das costas e se espalha para a barriga... E é muito forte._ Ela falou com a voz fraca e eu vi uma determinação surgir no olhar de minha mãe.
_ Edward, chame o médico. Sua esposa vai dar à luz nessa noite._ Minha mãe falou e eu senti o mundo desmoronar à minha volta.
_ Bella? Você está grávida?_ Ouvi a voz de Charlie e me virei em direção à porta, onde ele encarava a filha, chocado.
Como diabos ele não sabia disso?
Minha menina o encarou, assustada e ofegante, e eu percebi que essa noite seria a mais longa da minha vida.
Eu só espera que Deus nos ajudasse e nada de ruim acontecesse com minha menina, pois só assim, minha vida continuaria tendo sentido.



Não sei se o capítulo ficou bom, mas espero que vcs tenham gostado.
O que acharam da declaração de Edward?
O que acharam do fim do capítulo?
Comentem, hein, meninas...
Recomendem também, se tiverem tempo...
Adoro quando isso acontece...
Beijos e até o próximo!

3 comments :

  1. Aaahhh eu pirei quando a bolsa dela estourou e ela achou que tinha sido xixi. E to mto ansiosa para ver a reacao do Edward quando ele ver que vao ser gemeo! Mas afinal de contas oq aquele James vai fazer? To adorando a fic! Beijos!

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  2. OMG, esta muito emocionante,cada vez mais legal =D estou amando =)

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  3. OMG, esta muito emocionante,cada vez mais legal =D estou amando =)

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