FANFIC ATADA A ELE - CAPITULO 23

Atada a Ele

ATADA A ELE - IZABELLA MANCINI. 

Classificação: +18
Categorias: Saga Crepúsculo - Bellard 
Personagens: Bella Swan, Edward Cullen
Gêneros: Amizade, Comédia, Drama, Hentai, Romance
Avisos: Estupro, Sexo

Capitulo 23 - A VERDADE SOBRE ELA

Edward: mas Alice, a Bella está bem? – meus olhos quase caíram do meu rosto quando Alice me contou que Bella estava passando mal.
Alice: não, calma Edward... – suas mãos tocaram eu rosto, e ela sorriu – ela chegou e me disse que estava com mal estar e que o Erickzinho lindo estava chutando-a muito – deu de ombros – deve ser estresse, sabe? Mesmo que o menino esteja lá – ela fez um gesto com as mãos, simulando uma barriga de grávida muito grande – ele sente tudo o que rola aqui fora, certo? Você é médico e deve saber, né? Num é Rose? – seus olhos buscaram a loira de braços dados com Emmett, vestindo um magnífico vestido branco e curto.
Rose: Ah, com certeza Edward – concordou. Meus olhos se desviaram pra ela – o menininho dela sente todo o cansaço que ela sente isso é obvio – revirou os olhos – a menina não parou hoje o dia todo... Ela deve precisar de um repouso e uma tranqüilidade – sorriu – é melhor mesmo sairmos e deixarmos ela aqui sozinha, na paz.
Edward: O QUE? – ri – eu não vou a lugar nenhum! Vocês vão, eu vou ficar com ela...
Ninguém ali insistiu em me levar. Era como se minha reação ao saber que Bella estava mal fosse esperada. Dei de ombros, e esperei todos saírem para ir falar com ela. Dependendo do que fosse, eu iria embora hoje mesmo, avisei a Alice.
Já fazendo uma meia hora que partiram, subi em direção ao quarto, e a vi sentada na cadeira de balanço do terraço. Estava um calor abafado de tempo seco, uma noite brilhosa por estrelas, com uma linda lua dando saudações. Nem me preocupei em fechar a porta do quarto...
Bella estava tão absorta, de olhos fechados, balançando levemente na cadeira. A barriga saltada fazendo volume na blusa de alças azul clara, delicada, com desenhos de golfinho. Eu sorri da simplicidade. Tinha também um short jeans e curto, com uma sandália baixa e decorada. Cabelos ondulados e mais claros caindo nos ombros delicadamente.
Aproximei-me, e sem assustá-la, me abaixei a sua frente, dando um beijo em sua barriga. Ela abrir os olhos, mas se acalmou ao me ver.
Bella: Oi Ed... – suspirou – que susto – levou as mãos ao rosto.
Edward: Alice me disse que você estava passando mal – levei uma de minhas mãos até seu ventre, ficando de pé – está tudo bem? O que está sentindo?
Bella: Ah Ed... – o rosto de Bella ficou meio confuso – estou com um pouco de... De dor de cabeça... O Erick não está me deixando em paz.
Edward: Calma, Bella, calma! Não precisa se exaltar, está tudo Ok! – de um jeito estranho ela me parecia nervosa. O que estava acontecendo?
BELLA POV
Time, is going by, so much faster than I, 
and I'm starting to regret not spending all of it with you



Bella: vamos poder conversar agora? – tentei não olhar direto pro rosto dele, então fiquei de pé. Meu corpo não deixava de tremer, assim como as minhas mãos que se batiam nervosamente pra me acalmar.
Edward: talvez não seja o momento... Você está...
Bella: não Edward, eu não estou, na verdade – confessei me sentindo boba por ter mentido – foi tudo uma invenção da Alice e minha pra você ficar em casa e eu também – eu preciso falar logo tudo isso pra você, ou acho que vou explodir se continuar te... Ocultando o meu passado.
Edward: Ah, bem que isso de passando mal me pegou de surpresa – riu – você nunca admitiria passar mal pra mim.
Bella: Edward, por favor, dá pra me levar a sério? – insisti, pegando nas mãos dele – isso já está entalado na minha garganta há muito tempo. Acho que chegou a hora, ou talvez tenha passado dela, de você saber de tudo.
Edward: do estupro? – seu rosto se distorceu numa expressão seria – é sobre isso que quer falar?
Bella: eu quero falar sobre tudo – dei de ombros – quero falar da minha vida antes dele, de como me senti, de como aconteceu... Quero falar quem ele era de onde eu vim, e do... Do sentimento que eu tenho por você. Em como foi difícil pra eu aceitá-lo também.
Edward: quer mesmo me contar?
Bella: eu já deveria ter contado... Mas tinha vergonha – aos poucos os meus olhos começaram a lagrimejar. Fiz de tudo para que não vazassem as lágrimas – foi só por isso que não te contei antes. Você pode duvidar de mim, mas eu confio em você. Confio mais do que tudo!
Edward: eu sei Bella. É claro que eu sei...
Bella: então porque me fez se sentir mal? Porque me disse aquelas coisas feias? Você fez meu coração doer, Edward... – sai andando com ele atrás de mim. Seus dedos fecharam-se ao redor do meu pulso. Gemi com o impacto que causou, me fazendo parar no lugar, em meio ao quarto – me larga!
Edward: desculpa, desculpa! – insistiu, me puxando em direção a ele. Eu recuava, tentando não me entregar. Fui vencida pelo cansaço e pelo coração – Bella, eu sou um idiota! – quando me abraçou, Edward encaixou o rosto nos meus cabelos, escondendo o rosto e me apertando forte em seu peito – sou um idiota masoquista... Porque te fazer sofrer é o que mais dói em mim... Entenda amor, eu não sei fazer isso, não sei! Eu sou um idiota.
Bella: é, você é mesmo um idiota – o empurrei, sentindo que ainda chorava – mas agora você vai me ouvir. Agora você vai ficar sabendo como aconteceu, queira você ou não.
Edward: não Bella, não precisa remexer no que já passou! – deu dois passos na minha direção, e eu recuei.
Bella: não quero saber! Você disse que eu não confiava em você... E se você não me ouvir, eu vou ficar infeliz – sequei minhas lágrimas com as mãos em punhos – e então?
Edward: esta bem... – concordou com expressão vencida. Suspirou, e olhou dos lados – podemos, pelo menos, descer?
Bella: por quê?
Edward: porque esta quente... – ele já tinha caminhado até a porta branca do quarto, e com mãos tremular a abriu. Percebi como seu corpo suava talvez, de nervoso – por favor, vamos dar uma volta na praia, e ai você vai me contando, pode ser? Isso vai te deixar infeliz? – um sorriso estranho apareceu em sua face, e eu dei de ombros, também sorrindo – ótimo.
Esperei ele sorrir novamente, e passei pela porta. Atrás de mim ele saiu e a fechou. Caminhamos lado a lado calados, descemos as escadas e então ele pegou na minha mão. Senti-me tremer com o contato, e surpresa por como a noite estava bela. A água do mar calma em marolas baixas que quebravam nas rochas a beira mar perto das montanhas que iam crescendo ao final da costa. A nossa frente à areia fina como pó acabava-se com o mar, numa brisa fresca, um tanto úmida. Havia poucos turistas na praia. Todos de rostos voltados para as estrelas. Lindas estrelas!
Crianças brincavam com os pés na água perto dos pais. Dois pequenos garotos de cabelos escuros e pele bem branca. Talvez o meu Erick fosse assim... Sorri com o pensamento, e acordei do transe quando a mão de Edward entrelaçada na minha fez uma leve pressão.
Now I'm, wondering why, I've kept this bottled inside, 
so I'm starting to regret not telling all of it to you

Edward: ainda quer falar sobre isso? – suspirei profundamente, e fechei os olhos. Quando os abri novamente, notei que caminhávamos na mesma direção que mais cedo. Dessa vez, o lado mais deserto da praia estava deserto mesmo, porém mais iluminado pela lua.
Entrava areia na minha sandália, porém ela saia quando as ondas levemente batiam nos meus pés a beira do mar. Resolvi começar, antes de perder a coragem. Meus olhos buscaram os de Edward, e então ele me abraçou de lado, de modo com que pudéssemos ainda caminhar.
“Eu era uma garota comum. Tinha uma família comum. Uma mãe amorosa, e que fazia de tudo por mim! Uma irmã mais velha chata, mandona e estúpida, mas que eu amava demais por saber que no fundo ela também me amava. Um pai ciumento ao extremo, exigente, porém sempre presente quando eu mais precisava... Não tinha muito parentes. Meus avós maternos morreram antes de eu nascer, e os paternos perdi num acidente de carro aos oito anos. Até aquele momento fora a tragédia mais presente que eu já tinha vivido. Em meus pensamentos nada podia ser pior que aquilo, nada. Meus pais não tinham irmãos, apenas mamãe tinha duas, tia Molly e tia Joana. Eu as adorava, eram totalmente o oposto de meus pais, super liberais! Não eram casadas e tão pouco tinham filhos...”– parei para estudar a expressão de Edward. Seus olhos olhavam para frente como se imaginasse tudo o que eu dizia em seus mínimos detalhe. Sorri, e voltei com a minha história – “Minha vida era um agito total! Em casa eu era a casulinha e o centro das atenções... Meus pais faziam tudo o que eu pedia, e por isso minha irmã era um tanto ciumenta comigo. Brigávamos muito, mas acabávamos sempre rindo de tudo. Quando olho pra Alice eu vejo a minha irmã mais perto de mim do que jamais senti depois que ela... Se foi. Você e ela são tão ligados quanto eu e a minha irmã éramos... Bom, na escola eu era a garota mais inteligente do meu ano, era popular e tinha muitos, muitos amigos... A minha vida era repleta de felicidade por todos os lados! Meu grande sonho era sair da escola formada, e entrar em Harvard para cursar direito. Porque em todos os barracos eu estava metida, então... Era meio que o meu destino” – ele riu de mim. Eu também ri – “papai desde que lhe contei esse sonho começou a ir atrás de uma chance em Harvard para mim como um doido. Fez amizade com um cara lá, e minhas chances eram quase garantidas. O dia mais feliz da minha vida foi quando ele me disse isso, uma semana antes do meu aniversário de quinze anos. Achei que nada mais eu poderia querer no mundo, e averiguando minha vida, percebi que o que me faltava era conhecer o amor... Esse se passou a ser o meu novo grande sonho. Conhecer o amor” – Olhei para o homem ao meu lado. O meu amor. Edward balançou a cabeça levemente, com um sorriso bobo nos lábios – “em meu aniversário iria acontecer uma grande festa, a maior de todas depois do aniversário da minha irmã de quinze anos. Eu estava mais do que empolgada! A escola toda estaria presente, e bom, seria o melhor dia da minha vida. Em casa os preparativos estavam a mil, e na escola a galera estava se mobilizando como se fosse rolar um baile da escola. Começaram os convites para os casais. Ok, apesar de eu ser popular, até os quinze anos eu nunca tinha ficado com um garoto. Nunca tinha tido tempo de me aproximar, e todos ali me pareciam iguais. Nada me agradava. Porém, um novato entrou no colégio, e o nome dele era Josef. Era um cara bacana, fizemos amizade por um tempo, então o convidei pro meu aniversário pra ser meu par. Eu não tinha primos, nem irmãos e coisa parecida, e não podia faltam um príncipe, certo? Dois dias antes da festa contei a minha irmã que a única coisa que faltava pra ficar perfeita a noite do meu aniversário seria uma foto minha na frente da torre Eiffel como a foto de entrada. No aniversário dela de quinze anos estávamos fazendo uma viajem pro Egito e ela tirou uma foto de entrada em frente às três grandes pirâmides. Obvio, era uma brincadeira, mas ela contou a minha mãe e ela meteu na cabeça de que queria me levar pra Paris para tirarmos a bendita foto. Ok, ela mobilizou a família toda, e meu pai organizou a viagem de todos nós pra Paris no mesmo dia, dois dias antes do meu aniversário. Minhas tias, eu, papai, mamãe e minha irmã fomos pra Paris, e claro, tiramos a foto no dia seguinte! Eu ri demais com aquilo, pois nem fora um pedido, apenas um comentário que minha maninha levara a sério. Ficamos de voltar no mesmo dia, porém o vôo em que estávamos sofreu um problema, então fomos dispersos. Duas pessoas iriam hoje, e as outras quatro no dia seguinte. Todos piramos, mais o combinado acabou sendo de eu, a aniversariante, iria com um dos meus pais pra NY e depois o resto iria no outro dia. Escolhei meu pai pra ir comigo, pois mamãe e as outras foram as que mais trabalharam na minha festa e mereciam uma folga em Paris nem que fosse por uma noite. Na despedida no aeroporto, minha mãe me abraçou forte, e olhou nos meus olhos dizendo: ‘Bella, querida... É a ultima vez que te vejo assim... De perto, com catorze anos’. Eu sorri pra ela, e a larguei: ‘é a ultima vez mãe, porém ainda vai me ver muito com quinze, muito’. Ela mal sabia que não iria me ver nunca mais! Papai e eu voltamos. O dia seguinte chegou, e acordei com meu pai segurando uma caixa de presente no meu quarto, todo feliz. Era um termo assinado pelo tal amigo dele metido com Harvard garantindo a minha entrevista quando eu terminasse o colegial. Nossa, foi meu melhor presente... O dia passou, e passou... A nada de minha mãe e as outras chegarem. Achei estranho, porém tive que me aprontar pra festa seja sol ou seja chuva! Corri pro salão, e lá encontrei todos os meus amigos... Nem tinha me ligado que minha mãe ainda não tinha chegado de tão bom que estava tudo! Dancei, dancei, dancei, e dei o meu primeiro beijo com o tal do Josef. Foi horrível, mas pelo menos pude dizer que já não era mais BV. Finalmente, na hora dos parabéns, meu pai tentava ligar pra minha mãe. Nada de achá-la. Imaginamos que ela tinha perdido o vôo, e prosseguimos. Cantamos a musiquinha tradicional, e no momento exato em que apaguei a vela, o celular do meu pai tocou alto na festa. Ele ignorou, mais insistiram. Depois de receber meu primeiro pedaço ele se retirou e foi atender. Fiquei a esperá-lo, mais ele não voltava! Voltei a me divertir com as meninas, e apenas parei quando meu pai chegou mais branco do que papel, e tocou no meu ombro. Perguntei da minha mãe, e das outras. Ele me deu um abraço, e murmurou no meu ouvido: ‘Bella, precisamos conversar’. Meu mundo acabou ali.”

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